Itaici - Indaiatuba/SP
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
50ª Assembléia da CNBB e os 50 anos do Concilio Vaticano II
Por
D. Demétrio Valentini, Bispo de Jales
A CNBB estará nestes dias em Assembléia. Já é tradição consolidada: celebrada a Páscoa, os bispos respiram uma semana, e na outra já partem para o local de sua assembléia.
Até
pouco tempo atrás era Itaici, bairro de Indaiatuba, que acabou ficando mais
famoso do que o próprio município, exatamente por sediar as Assembléias da
CNBB.
Agora
o endereço é outro, e promete ser definitivo: o santuário de Aparecida, que vai
se confirmando cada vez mais como capital católica do Brasil. Mesmo sem todas as
instalações previstas, lá se realizam agora as assembléias da
CNBB.
A
deste ano traz consigo uma curiosidade especial, e uma coincidência. Com a deste
ano, são 50 Assembléias Gerais, realizadas pela CNBB ao longo de sua história,
que começou em 1952, ano de sua fundação.
Por
curiosa coincidência, se completam 50 assembléias justo quando se completam 50
anos da abertura do Concílio, ocorrida em 1962.
Como
pode acontecer a mesma contagem, com datas diferentes?
A
explicação é simples. Nos primeiros tempos, a CNBB se reunia de dois em dois
anos. Depois passou a se reunir anualmente.
A
coincidência não estava, certamente, nos planos de ninguém. Mas acabou
reforçando a estreita relação existente entre a história da CNBB e o Concílio
Ecumênico Vaticano Segundo.
A
CNBB foi fundada dez anos antes do Concílio. E isto não foi nada irrelevante. Ao
contrário, quando chegou o Concílio, os bispos do Brasil já tinham a sua
“conferência episcopal”, coisa que poucos países tinham. Isto possibilitou que
os bispos brasileiros contassem com a valiosa ajuda da articulação entre os
episcopados, que a CNBB começou a fazer, valendo-se, sobretudo da agilidade de
Dom Helder Câmara, o seu Secretário Geral.
A
CNBB foi fundada em 1952, quando, dá para dizer, nasceu e foi batizada,
assumindo sua identidade própria de “conferência episcopal”. Mas foi durante o
Concilio que a CNBB foi “crismada”, se consolidando como expressão prática de
instituição a serviço da “colegialidade episcopal”.
Foi
graças à CNBB que o local onde se hospedavam os bispos do Brasil acabou ficando
ponto de referência para o aprofundamento dos temas em debate no Concílio, em
vista da consolidação dos grandes consensos que depois eram expressos nas
votações conciliares.
Uma
das decisões práticas do Concílio foi exatamente a organização de todos os
episcopados nacionais em “Conferências Episcopais”. Já teria bastado a
experiência positiva do Brasil para recomendar a implantação das Conferências
Episcopais em todos os países.
Das
50 assembléias já realizadas, uma das mais importantes foi sem dúvida a de 1965,
quando o Concílio ainda estava em pleno andamento, e os bispos do Brasil, ainda
em Roma, se deram conta que deviam se organizar para implementar as orientações
do Concílio. Foi então que decidiram aprovar o primeiro “Plano de Pastoral de
Conjunto”, para a aplicação do Concílio, a ser assumido por todas as
dioceses.
Assim,
a CNBB colaborou para a realização do Concílio. E a CNBB foi decisiva para a
aplicação do Concílio na Igreja do Brasil.
Por
isto, a coincidência deste ano é muito mais do que ocasional. É a feliz
expressão da profunda convergência entre CNBB e Concilio Vaticano
II.
A
Qüinquagésima Assembleia da CNBB, e os 50 anos do Concilio, tem tudo a ver com a
caminhada da Igreja em nosso tempo!
Fonte:
CNBB-Sul1
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