Em primeiro lugar, estava ansioso para conferir o filme de Selton Mello. Assim que estreou nos cinemas, assisti e pude confirmar o que já esperava: O Palhaço é um filme extraordinário. É o segundo filme dirigido por Selton Mello. O primeiro foi “Feliz Natal”, do qual, não assisti, por isso não arrisco comentar. E O Palhaço, que quero indicar a todos internautas visitantes do "Tudo é Graça".
É um filme adorável, encantador, terno, alegre e gostoso de assistir. Selton Mello interpreta o papel de um palhaço de circo bem interiorano. Que viaja pela região pobre e empoeirada do norte de Minas Gerais. Ele faz dupla com seu pai e dono do circo, interpretado por Paulo José.
Desta forma, Benjamim ou palhaço Pangaré (Selton Mello), herda o circo, que está em estado de calamidade. Benjamim, sem certeza da sua vocação circense, resolve abandonar tudo e ir à busca de sua verdadeira identidade. De maneira engraçada e ao mesmo tempo filosófica, o enredo mostra que ele deseja tirar o documento de identidade, pois vive apenas com uma amarelada certidão de nascimento. Vive assim, um drama existencial.
Nesse afastamento do circo ele descobre que gosta daquela rotina e que tudo aquilo dá realmente sentido a sua vida. O próprio Selton Mello afirmou que a história é a sua própria vida, já que ele passou por momentos em que queria desistir de tudo.
Sem dúvida, há muitas cenas interessantíssimas, emocionantes e caprichadas para um debate que envolve ética, corrupção, vocação, valores familiares e amizade.
A cena interpretada por Moacyr Franco é uma das melhores, tanto que foi aplaudida de pé pela platéia no Festival de Paulínia. Uma cena memorável, na estréia no cinema do ator, cantor e comediante de 75 anos.
Portanto, desejo que a delicadeza e o carinho de O Palhaço se espalhem por todos que o assistirem.
Abraço fraterno
Claudiney F. Almeida
Claudiney F. Almeida

Nenhum comentário:
Postar um comentário